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Como funciona a inflação e por que tá tudo tão caro? G1 Explica


Aumento nos preços tem batido recordes no Brasil. Vídeo do g1 no YouTube explica os motivos por trás disso e como a inflação afeta o seu bolso. Se seu coração dispara toda vez que você passa na porta do supermercado, isso tem tudo a ver com a inflação -- palavra constante no noticiário, que nem todo mundo entende muito bem. O aumento nos preços tem batido recordes no Brasil e, no vídeo abaixo, o g1 explica os motivos por trás disso. Você vai entender o que é inflação, como ela afeta o seu bolso e por que tudo anda tão caro no país. Veja TODOS os vídeos do g1 Explica Siga o canal oficial do g1 no YouTube Como se inscrever Para seguir o g1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do g1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito. G1 explica como funciona a inflação g1

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Agropecuária: governo leva à COP meta de reduzir emissões em 1,1 bi de t; é 'para inglês ver', diz ONG

Plano do Ministério da Agricultura já tinha sido anunciado em abril, mas metas foram divulgadas às vésperas da Conferência do Clima, em Glasgow, que se inicia no próximo dia 31. O governo pretende apresentar na Conferência do Clima em Glasgow (Escócia), a COP26, que começa dia 31, a meta de reduzir em até 1,1 bilhão de toneladas a emissão de carbono pelo setor agropecuário até 2030. Para a entidade ambientalista Greenpeace, a meta é "para inglês ver" (leia mais abaixo). Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, as atividades rurais (agropecuária e uso da terra) foram responsáveis em 2019 pela emissão de 1,56 bilhão de toneladas — o correspondente a 72% do total dos 2,17 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil em 2019. A meta de redução de 1,1 bilhão de toneladas até 2030 estabelecida pelo Ministério da Agricultura faz parte do Plano de Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (ABC+). O novo plano será apresentado pelo governo durante o evento numa tentativa de defender a imagem da agropecuária brasileira no exterior. “No próximo dia 6 de novembro, iremos apresentar o ABC+ na Conferência do Clima em Glasgow. (...) Iremos demonstrar todo o potencial da agropecuária brasileira como parte da solução e oferecer nossa experiência àqueles países de realidades semelhantes, com um chamamento à colaboração dos países industrializados por meio da cooperação internacional”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Empresários pedem que o Brasil apoie a regulamentação dos créditos de carbono na COP-26 'Para inglês ver' Para a coordenadora de Clima e Justiça do Greenpeace Brasil, Fabiana Alves, o Plano ABC+ é "para inglês ver" e não condiz com a política ambiental do governo. “Um plano para inglês ver, na véspera da COP26. Não é o que eles estão fazendo o ano todo, não é o que estão votando e apoiando no Congresso. Hoje, o que a gente tem é uma flexibilização de toda a legislação ambiental brasileira. (...) As metas não condizem com a política que está sendo feita pelo governo, uma política de desmonte ambiental no Brasil", afirmou a coordenadora do Greenpeace. Emissão de gases do efeito estufa cresce entre países do G20, aponta relatório O plano ABC+ O ABC+ é uma continuidade do projeto que esteve em vigor entre 2010 e 2020, conhecido como Plano ABC. O objetivo, de acordo com o Ministério da Agricultura, é promover uma agropecuária de baixa emissão de carbono e contribuir com a preservação do meio ambiente. O programa já tinha sido anunciado pelo Ministério da Agricultura em abril, mas a divulgação das metas foi realizada na segunda-feira (18). Para se atingir as metas, o plano propõe que os próprios agricultores adotem práticas mais sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas; o sistema de plantio direto; os bioinsumos e o manejo de resíduos da produção animal. Só que a implementação dessas medidas fica a cargo do próprio produtor, que pode recorrer ao Plano Safra para financiar as mudanças na propriedade. A última edição do Plano Safra trouxe uma linha de crédito voltada ao Plano ABC, com R$ 5 bilhões em recursos, oferecidos aos produtores com juros menores que os de mercado. Sobre a estimativa de recursos que serão destinados ao ABC+ no próximo Plano Safra, o Ministério da Agricultura respondeu que "os valores para o próximo período são definidos a cada ano". Além de incentivar a redução da emissão de carbono equivalente até o final da década, o plano também prevê: aumentar a área em que tecnologias de produção sustentável são utilizadas. O objetivo é que mais 72,68 milhões de hectares adotem alguma das práticas para reduzir o carbono; ampliar o tratamento de 208,4 milhões de metros³ de resíduos animais. O volume corresponde a 27% do total de resíduos gerados por sistemas de produção pecuários; abater 5 milhões de cabeças de gado em terminação intensiva. Essa tecnologia permite que, a partir de suplementação da dieta do bovino com ração, o animal atinja idade e peso para abate antecipadamente, reduzindo a quantidade de gás poluente que seria emitida pelo animal. Durante o anúncio do projeto, o ministro de Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou que um programa voltado ao crescimento verde também será apresentado pelo Brasil durante a conferência, mas ele não chegou a fornecer detalhes do projeto. O lançamento do programa está marcado para a próxima segunda-feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto.

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‘Estamos indo pro vinagre e baixa renda é quem vai sofrer mais’, diz economista


Problema não é gasto na área social, mas mudar regras do jogo para favorecer o Centrão em ano eleitoral, diz Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado. 'A verdade é que não há uma agenda liberal, há um despreparo', diz Salto sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes AFP/BBC "Estamos indo para o vinagre" é a expressão usada pelo economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI, a Instituição Fiscal Independente do Senado Federal, para avaliar o atual momento da economia do país. A IFI tem como função ajudar os parlamentares a monitorar o Orçamento do governo. É um tipo de instituição que existe em vários países do mundo. Nas nações de língua inglesa, são chamadas de "cães de guarda" das contas públicas. Numa semana em que o dólar bateu nos R$ 5,70, quatro secretários do alto escalão do Ministério da Economia pediram demissão, e o governo confirmou a intenção de desrespeitar o teto de gastos em mais de R$ 80 bilhões, o pessimismo não é de se estranhar. Para Salto, o problema não é o governo querer gastar mais na área social — o que é necessário no atual momento de saída da pandemia e, segundo ele, poderia ser feito perfeitamente dentro dos atuais limites fiscais. O problema é que o rombo bilionário que está sendo aberto no teto de gastos — que a IFI estima em R$ 94,4 bilhões, acima dos R$ 83,6 bilhões previstos pela equipe econômica — é muito maior do que a despesa planejada para as transferências do novo Auxílio Brasil, que deve substituir o Bolsa Família. "É um espaço que é para atender o Centrão, para atender a base, para abrir o Orçamento para emendas", avalia Salto. "Isso está diretamente associado ao momento que estamos vivendo, de pré-eleições. Ano que vem tem eleições gerais e isso está perpassando todas as decisões." LEIA TAMBÉM: 5 motivos que devem piorar o PIB de 2022; 'furo' no teto de gastos e cenário externo emperram crescimento Auxílio Brasil: Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Entenda o teto de gastos Mudando a regra com o jogo andando Economistas dizem que desrespeito ao teto de gastos vai anular benefício de auxílio por aumentar inflação Para abrir esse espaço no Orçamento, o governo planeja adiar o pagamento de precatórios, dívidas da União com pessoas, empresas, Estados e municípios que a Justiça já determinou o pagamento em decisões definitivas. Além disso, a gestão Jair Bolsonaro, em acordo com o Congresso, quer mudar a regra do teto, passando a reajustá-lo pela inflação acumulada de janeiro a dezembro do ano anterior, e não mais em 12 meses até junho, como feito atualmente. O recálculo vai ser feito desde 2016, ano de aprovação da lei do teto de gastos. "O problema não é o gasto", diz o diretor-executivo da IFI. "O Estado tem que gastar para poder realizar suas políticas públicas de educação, saúde e também sociais, além de gastar para resolver problemas como o atual, que é o enfrentamento dessa crise pandêmica ainda presente no Brasil e suas consequências sociais e econômicas." "O problema é mudar as regras do jogo para favorecer conjunturalmente estratégias de expansão fiscal", avalia. "Mudar, de maneira oportunista como está acontecendo agora, é que preocupa." Para Salto, o problema da forma como tudo está sendo feito é que quem sairá prejudicado pela instabilidade causada por essa decisão são as mesmas pessoas que o governo pretende ajudar ampliando o valor da transferência de renda para R$ 400 até dezembro de 2022. "Os agentes econômicos — o mercado, como nós chamamos — já precificam esses riscos, os juros estão aumentando e o resultado vai ser provavelmente um crescimento econômico menor lá no ano que vem", prevê, acrescentando que isso prejudica a geração de empregos. O aumento do risco e a alta do juros afugentam os investimentos produtivos, explica Salto. E o dólar pressionado torna a inflação mais resistente a cair, já que a moeda americana pesa nos custos de tudo que é importado, como diversos componentes dos nossos bens industriais. "Infelizmente vai ser um quadro muito difícil para aqueles que têm renda mais baixa e dependem do salário para sua sobrevivência. E mesmo para aqueles que estão dependendo do auxílio do governo", conclui. Problema não é gasto na área social, mas mudar regras do jogo para favorecer o Centrão em ano eleitoral, diz Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado Agência Senado Guedes, de ultraliberal a 'fura-teto' Questionado sobre como avalia a trajetória de Paulo Guedes, ministro que assumiu prometendo implementar uma agenda ultraliberal de redução do Estado e agora quer furar o teto de gastos em bilhões para aumentar a despesa do governo num ano eleitoral, o diretor da IFI é taxativo. "A verdade é que não há uma agenda liberal, há um despreparo, uma inépcia do atual governo que redunda nisso que estamos vendo nos últimos dias. Nesse desmonte das regras fiscais", avalia o especialista em contas públicas. A IFI estima que seria possível elevar o Bolsa Família sem ferir as regras. Cortando despesas não obrigatórias e pagando integralmente os precatórios, a instituição calcula que seria possível elevar o programa de transferência de renda do valor atual médio de R$ 190, para 14,7 milhões de beneficiários, para R$ 250 e 16,3 milhões de beneficiários. Para elevar adicionalmente esse valor, existe uma outra carta na manga, diz Salto. Um total de cerca de R$ 16 bilhões em precatórios do antigo Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental), atual Fundeb, que poderiam ser pagos legalmente fora do teto, abrindo espaço equivalente para a despesa na área social dentro do Orçamento. "Só que não sobraria dinheiro para fazer emendas de relator geral, outros gastos pulverizados. E é isso, na verdade, que está motivando toda essa mudança que o ministro da Economia está bancando", afirma. "Ou seja, ele está abrindo mão da responsabilidade fiscal, claramente. Ele quer sinalizar o contrário, dizendo que as regras estão sendo cumpridas, mas ninguém compra essa tese", afirma. "A saída dessas pessoas da equipe econômica, que são quadros técnicos, é apenas a evidência mais nítida de que o governo está num caminho muito errado." Na quinta-feira (21/01), pediram demissão Bruno Funchal e Gildenora Dantas, secretário especial e secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, respectivamente. E Jeferson Bittencourt e Rafael Araújo, secretário e secretário-adjunto do Tesouro Nacional. 'Indo para o vinagre' A perda de credibilidade da equipe econômica é parte do motivo pelo qual Salto acredita que "vamos direto para o vinagre, sem direito a paradas", como lamentou esta semana em uma rede social. Initial plugin text "É uma frase que pode parecer exagerada, mas não é. Porque, veja, a economia depende sobretudo da credibilidade dos gestores da política econômica. Esse é o passo zero", afirma. Para crescer, é preciso mais do que isso, diz ele. "Precisa aumentar a produtividade, os acordos comerciais para exportar mais. Aproveitar a vantagem comparativa que o Brasil sempre teve na área ambiental. E nós estamos indo para a direção simetricamente oposta." Ele cita o atual desprezo do governo pela preservação da Amazônia e o tempo perdido com uma política externa que classifica como "mequetrefe". Na infraestrutura, destaca que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) perdeu todo seu papel, embora o país ainda necessite de instrumentos e políticas de desenvolvimento. "Nós estamos sem planejamento, o Orçamento está no piloto automático", afirma. "Quando eu digo que poderia ser diferente, é nesse sentido. Nós poderíamos estar com o câmbio mais apreciado, a inflação mais controlada e o crescimento já numa recuperação melhor, se as políticas adequadas estivessem sendo tomadas." "Então, a minha preocupação central, quando eu digo que 'estamos indo direto pro vinagre' é essa. Estruturalmente já estávamos indo e agora, com essa lambança na área fiscal e orçamentária, a aceleração nessa direção vai ser ainda maior."

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5 motivos que devem piorar o PIB de 2022; 'furo' no teto de gastos e cenário externo emperram crescimento


Investidores reagiram mal ao movimento do governo Jair Bolsonaro para mudar o teto de gastos. Analistas dizem que o Brasil deve enfrentar uma cenário de mais inflação e alta de juros e, consequentemente, de menor crescimento econômico. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro Ueslei Marcelino/Reuters A tensão provocada pelo governo Jair Bolsonaro no mercado financeiro com a mudança na regra do teto de gastos deve minar ainda mais o já lento crescimento da economia brasileira. Os investidores reagiram mal ao movimento do governo de alterar o principal pilar fiscal do país com a intenção de bancar o Auxílio Brasil em 2022, ano de eleição presidencial. No mercado financeiro, essa tensão ficou evidente. No acumulado da semana, o dólar subiu 3,22%, enquanto a bolsa de valores recuou 7,28%. "A gente tem um mercado perdido. Há uma incerteza grande em relação ao futuro da condução da política econômica", diz Elisa Machado, economista da ARX Investimentos. Na leitura dos analistas, a piora na atividade deve se refletir, sobretudo, no ano que vem. E o cenário já é bastante delicado. No relatório Focus, elaborado pelo Banco Central, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 estão em queda desde julho – parte dos bancos e consultorias já projeta um crescimento abaixo de 1%. x LEIA TAMBÉM Quatro secretários de Guedes pedem demissão após manobra para driblar teto de gastos Auxílio Brasil: Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Entenda o teto de gastos O crescimento econômico do próximo ano será afetado por uma combinação bastante perversa e conhecida dos brasileiros: a piora fiscal aumenta a percepção de risco dos investidores sobre a economia brasileira e provoca uma desvalorização do real. A perda de valor da moeda brasileira implica em mais inflação, e força o Banco Central a aumentar a taxa básica de juros (Selic) para conter a alta de preços. Juros mais altos inibem os investimentos pela empresa e o consumo pelas famílias. "Já estávamos bastante preocupados com o cenário do próximo ano e havíamos mudado semanas atrás a expectativa de crescimento de 2022 para baixo, em 0,4%. A conjunção inflação e juros junto com a crise política e fiscal dão o tom dessa piora", afirma o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale. "Por ora, mantemos a expectativa de 0,4%, mas é provável que o mercado faça novas revisões para pior no cenário de crescimento nas próximas semanas", diz. Veja abaixo os motivos que devem fazer a economia brasileira crescer menos: 1. Piora das contas públicas O que detonou a piora para as expectativas da economia foi a manobra do governo Bolsonaro para furar o teto de gasto com o objetivo de bancar Auxílio Brasil. O governo planeja alterar o teto com duas manobras: Alterar o período de correção do teto para sincronizar com o período de correção das despesas; E reduzir o montante a ser pago com precatórios em 2022. Se as mudanças forem adiante, o governo deve conseguir uma folga de R$ 84 bilhões para gastar no ano que vem. Mas técnicos do Congresso estimam que esse espaço orçamentário pode ser ainda maior e ultrapassar R$ 95 bilhões. Entenda a mudança na PEC dos Precatórios e o impacto no teto de gastos Criado na gestão Michel Temer, o teto de gastos tenta resolver um problema estrutural das contas públicas do país. Desde 2014, o Brasil não registra superávit primário, ou seja, não sobra dinheiro, depois de pagar as despesas, para quitar os juros da dívida do governo. Com isso, o endividamento do Brasil se tornou elevado para uma economia emergente e passou a ser acompanhado de perto pelos investidores. A detonação do teto de gastos fez com que a consultoria Tendências passasse a trabalhar com o seu cenário pessimista para a economia brasileira. O crescimento esperado de 1,8% para o PIB de 2022 deu lugar a um número mais próximo de 1%. "Quando a gente pensa em crescimento, os efeitos são ruins já para o final deste ano, mas para 2022, especialmente", diz Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria Tendências. "Esse aumento de incerteza observado nos ativos financeiros tem um efeito imediato porque a piora da confiança bate em juros e crédito. E tudo isso já começa a afetar as decisões de consumo e investimento nessa parte final de 2021. Mas é um movimento que deve ficar mais forte em 2022." 2. Câmbio depreciado No cenário pessimista da consultoria Tendências, o aumento da incerteza dos investidores com a economia brasileira deve provocar uma nova rodada de desvalorização do real, fazendo com que o câmbio possa encerrar este ano em R$ 5,80. Em 2022, deve ir a R$ 6,20. "Se o país entrar num cenário de expansão do gasto público, sem as devidas reformas que conseguiriam alavancar a economia ao longo do tempo, a gente volta a questionar a sustentabilidade das contas públicas", afirma Alessandra. O real já vinha acumulando um processo de desvalorização por causa da incerteza fiscal e da crise política provocada pelo presidente Bolsonaro nos últimos meses. 3. Inflação em alta O real depreciado tem um impacto direto na inflação. Hoje, o Brasil lida com um quadro inflacionário bastante difícil. No acumulado de 12 meses até setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 10,25%. Foi a maior taxa anula desde fevereiro de 2016. Não é igual no mundo todo: inflação no Brasil deve fechar ano maior que a de 83% dos países Inflação do Brasil em 2021 será maior que a de 83% dos países No último relatório Focus, os analistas consultados projetam uma inflação de 8,69% para este ano e de 4,18% para 2022. Mas essas projeções tendem a piorar. "Pode haver, sim, piora na depreciação cambial e consequentemente na inflação e nos juros e, com isso, o crescimento ficar ainda menor", afirma Vale. 4. Juros em alta Com a escalda da inflação, o Banco Central vai ser obrigado a aumentar ainda mais a taxa básica de juros, atualmente em 6,25%. Juros em alta encarecem o investimento para as empresas e o consumo para as famílias, dificultando o crescimento econômico. BC sobe juros para 6,25% ao ano para tentar conter inflação "A gente trabalha com a hipótese de que o Banco Central vai acelerar o ritmo de alta de juros na próxima reunião para 1,25 ponto percentual", diz Elisa, da ARX Investimentos. Bancos veem alta mais forte do juro na próxima semana e Selic acima de 10% em 2022 Ao fim deste ano, ela avalia que a Selic deve chegar a 8,75% ao ano, subindo a 10.5% em 2022. "É inequívoco que a gente viu uma mudança no regime fiscal, e a política monetária tem de se ajustar a isso", diz Elisa. "Se o BC não ajusta a política monetária, o que a gente vai ver, além da alta da inflação corrente por causa de câmbio, é um processo de desancoragem de expectativas." 5. Piora do cenário externo Além de todos os desafios domésticos, o Brasil enfrenta um cenário externo de bastante incerteza. Federal Reserve pode subir os juros antes do esperado Chris Wattie/Reuters Nas economias avançadas, a inflação também se mostra persistente, o que pode fazer com que os principais bancos centrais do mundo aumentem os juros antes do esperado. Com o estrago provocado pela pandemia, as autoridades monetárias de vários países reduziram os juros para estimular a economia. Juros mais alto em economias avançadas têm potencial para atrair recursos aplicados em mercados emergentes, como o brasileiro. "Há uma preocupação dos principais bancos centrais com a persistência da inflação, e o risco desse movimento contaminar as expectativas", afirma Alessandra, da Tendências. "Há um ambiente mais difícil lá fora e esse processo de alta de juros pode ser antecipado." Na leitura dela, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) pode subir os juros - hoje na faixa entre 0% e 0,25% - já em meados do ano que vem. A expectativa do mercado é que isso só ocorra no fim de 2022. Economia da China cresce 4,9% no 3º trimestre em comparação com ano passado Nesta semana, um novo sinal de piora do ambiente internacional: a China informou que o PIB cresceu 4,9% no terceiro trimestre de 2021 - o ritmo mais lento em um ano. O desempenho do país foi prejudicado por crise de energia, interrupções na cadeia de abastecimento, agravamento das dívidas em seu setor imobiliário e surtos esporádicos de Covid-19.

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Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (24/10/2021)

O programa vai mostrar o ginseng brasileiro, raiz nativa das ilhas do Rio Paraná que faz sucesso fora do país e garante renda para ribeirinhos e assentados. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (24/10/2021) O Globo Rural deste domingo (24) mostra a produção do ginseng brasileiro, raiz nativa das Ilhas do Rio Paraná que tem atraído outros países e garantido renda para ribeirinhos e assentados. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda a alta da arroba bovina, a paralisação das exportações de carne para a China, as chuvas que prejudicam a colheita do trigo no Rio Grande do Sul e mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h20. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural

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Auxílio Emergencial: Caixa paga última parcela a nascidos em abril e maio


Pagamentos da sétima parcela terminam em 31 de outubro; governo não vai prorrogar o benefício. A Caixa Econômica Federal (Caixa) paga neste sábado-feira (23) a sétima e última parcela do Auxílio Emergencial aos trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em abril e maio. Auxílio Emergencial acaba este mês e não será prorrogado, diz ministro Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 7ª parcela neste sábado serão liberados em 5 de novembro para os nascidos em abril, e 9 de novembro para os nascidos em maio. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ RECEBEM A SÉTIMA PARCELA NESTE SÁBADO: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em abril e maio Calendários de pagamento BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1

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Blogueiro bolsonarista Allan dos Santos tem mais um canal removido do YouTube


Plataforma tirou a página Artigo 220 da rede após ordem judicial. Na semana passada, a conta Terça Livre e o perfil pessoal do Instagram também saíram do ar. Blogueiro Allan dos Santos é dono do canal 'Terça Livre' e foi alvo de operação da PF no inquérito das fake news Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo O canal Artigo 220, do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foi removido do YouTube após uma ordem judicial. Na semana passada, o perfil Terça Livre, na mesma plataforma, e a conta do blogueiro no Instagram saíram do ar pelo mesmo motivo. O Google informou, em nota, que o canal foi removido "em cumprimento a uma decisão proferida em processo judicial sob segredo de Justiça". A remoção acontece apenas no Brasil, segundo informou o perfil do canal no Telegram: "Aos seguidores brasileiros, infelizmente o canal não estará disponível para vocês. Para quem estiver fora do Brasil, nossos vídeos continuarão". Ao acessar a conta, o site informa que ela não está disponível no país. O canal Artigo 220 do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos foi removido do YouTube Reprodução Também no Telegram, o canal Artigo 220 disse que "É lamentável para nós ver a corte brasileira ANULANDO o Artigo 220 da Constituição", se referindo ao trecho da Constituição que defende a livre manifestação do pensamento. Ainda no início do mês, duas contas de Allan dos Santos no Twitter foram removidas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas é pessoal e a outra do canal que ele mantém nas redes sociais, o Terça Livre. “O Twitter bloqueou as contas para atender a uma ordem judicial proveniente do Supremo Tribunal Federal (STF)”, informou o Twitter à TV Globo. Pedido de extradição Allan dos Santos é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal que apuram disseminação de fake news, ameaças a autoridades e atuação de uma milícia digital que ataca as instituições. Na quarta-feira (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva e a extradição do blogueiro bolsonarista que atualmente mora nos Estados Unidos. Alexandre de Moraes determina prisão preventiva e extradição de blogueiro bolsonarista Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que em locais diversos e pela rede mundial de computadores, Allan Lopes dos Santos: "Integra organização criminosa voltada à prática dos crimes de ameaça, incitação à prática de crimes, calúnia, difamação, injúria e outros, com o objetivo de auferir vantagem econômica oriunda da monetização e de doações e tendo como consequência a desestabilização do Estado Democrático de Direito’’.

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Preço médio da gasolina nos postos sobe pela quarta semana consecutiva e chega a R$ 6,36, segundo ANP


É possível encontrar o combustível acima de R$ 7 em seis estados: Acre, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Piauí. Preço dos combustíveis em Natal Inter TV Cabugi O preço médio da gasolina nos postos do país subiu 0,6% esta semana, chegando a R$ 6,36 o litro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor máximo foi de R$ 7,46. Essa foi a quarta semana consecutiva de alta. É possível encontrar o litro gasolina acima de R$ 7 em seis estados: Acre (R$ 7,13), Ceará (R$ 7,10), Mato Grosso (R$ 7,04), Minas Gerais (R$ 7,09), Rio Grande do Sul (R$ 7,46), Rio de Janeiro (R$ 7,39) e Piauí (R$ 7,15). A escalada de preços dos combustíveis é reflexo do reajuste de 7,2% no valor da gasolina e do gás de cozinha (GLP) feito pela Petrobras, em vigor desde 9 de outubro. Por este motivo, o preço do botijão de gás de 13kg também se manteve em alta nas revendas, com um aumento de 1,5% em seu preço médio, para R$ 101,96. O valor máximo chegou a R$ 135. Necessidade de importação de combustível pode gerar novo aumento nos preços O preço do etanol hidratado subiu 1,1%, para uma média de R$ 4,87 o litro. O preço máximo do litro do combustível chegou a R$ 7,09. O óleo diesel, por sua vez, registrou leve alta de 0,1%, com preço médio de R$ 5,04 e máximo de R$ 6,42 o litro. Combustíveis pesam na inflação Com o preço da gasolina, do gás natural (GNV) e do etanol em alta, a inflação para o motorista no Brasil disparou e já chega a 18,46% no acumulado em 12 meses até outubro, segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). É a maior inflação para esse grupo desde 2000. Esse aumento passou a consumir boa parte do orçamento dos brasileiros nos últimos meses. A alta também provocou uma enxurrada de reclamações de motoristas de aplicativo, que viram a renda do trabalho diminuir – as principais empresas do setor até anunciaram um aumento no repasse no valor da corrida para os trabalhadores.

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Paulo Valle será o novo secretário do Tesouro, informa Ministério da Economia

Valle foi escolhido por Esteves Colnago, anunciado nesta sexta como novo secretário do Tesouro e Orçamento. Paulo Valle vai assumir a Secretaria do Tesouro Nacional O economista Paulo Valle será o novo secretário do Tesouro Nacional, informou nesta sexta-feira (22) o Ministério da Economia. Valle foi escolhido por Esteves Colnago, anunciado nesta sexta como novo secretário do Tesouro e Orçamento. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, após uma visita presidencial ao Ministério da Economia. Valle substitui Jeferson Bittencourt e Colnago entra no lugar de Bruno Funchal. Paulo Valle tem uma longa carreira no serviço público. Ele foi subsecretário de Previdência Complementar na extinta Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e subsecretário da dívida pública do Tesouro Nacional de 2006 a 2015. Antes, exerceu o cargo de coordenador-geral de operações da dívida pública de 1999 a 2006, tendo liderado a implantação do programa Tesouro Direto. Debandada na Economia Bittercourt e Funchal pediram demissão na quinta-feira (21), após a manobra liderada pelo Centrão e pela ala política do governo para afrouxar o teto de gastos para gastar mais em ano eleitoral. Na quinta-feira (21), a comissão especial da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que fixa um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com os precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). Também foi alterada a regra de correção do teto de gastos. O objetivo dessa PEC é abrir espaço no Orçamento e dentro do teto de gastos para pagar R$ 400 às famílias que farão parte do Auxílio Brasil, o programa social que vai substituir o Bolsa Família e o auxílio emergencial. A alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios abrem cerca de R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral, segundo cálculos do relator da PEC dos Precatórios.

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