Blog

NOTÍCIAS

Bolsonaro diz a empresários na CNI que, se reeleito, eles indicarão o ministro da Indústria e Comércio

Presidente fez promessa durante evento em que a Confederação Nacional da Indústria reúne industriais para ouvir propostas dos pré-candidatos à Presidência. O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (29) a industriais que, se reeleito, eles indicarão o ministro de Indústria e Comércio. Ele já havia prometido a recriação desse ministério durante evento da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) em Belo Horizonte, no final de maio. A declaração do presidente nesta quarta-feira foi dada durante pronunciamento em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no qual os pré-candidatos à Presidência da República dialogaram com empresários do setor industrial. Segundo a organização, havia cerca de 1,5 mil empresários na plateia. "O Paulo Guedes pegou uma missão enorme, um adensamento de mais quatro ministérios. Já separamos o Trabalho e Previdência de um lado e pretendemos, conforme foi sugerido na Fiemg há dois meses, em havendo uma reeleição, recriar o Indústria e Comércio, cujo ministro seria indicado pelos senhores, com o perfil dos senhores, para exatamente ter liberdade para trabalhar", disse o presidente nesta quarta. Na campanha à presidência em 2018, Bolsonaro tinha prometido 15 ministérios. No ano seguinte, o governo começou com 22 e agora tem 23. 'Mudança de cor' do Brasil Durante sua fala no evento da CNI, Bolsonaro afirmou que o Brasil "pode mudar de cor", fazendo referência a uma possível vitória de um candidato de esquerda nas eleições de outubro. "Os Estados Unidos não podem ficar isolados neste contexto. Estamos vendo o que aconteceu com a Venezuela. O que está acontecendo com a nossa querida Argentina, em especial na questão econômica. No Chile, que era redondinho, arrumadinho, também, tendo em vista as escolhas. A nossa Colômbia agora também. E o Brasil, com uma ameaça de mudar de cor. E nós sabemos que essa mudança de cor não deu certo em lugar nenhum do mundo", disse. O presidente afirmou que espera que os Estados Unidos invistam mais no Brasil como uma forma de frear o crescimento dos aportes de empresas da China no país. "Como, por exemplo São Paulo, grande parte foi privatizado para empresas chinesas. O que eu falei com ele e que é um recado para o mundo é que nós gostaríamos de investimentos dos EUA em nosso país", declarou Bolsonaro.

Ler Mais
Oi diz que recuperação judicial deve ser concluída em ‘poucas semanas’


Companhia entrou em recuperação em 2016, com dívidas de R$ 65,4 bilhões; em 2020, a Justiça aprovou a divisão dos ativos, que foram colocadas à venda, entre eles o serviço de operação móvel. Oi Reprodução/TV Globo Diretor de estratégia e experiência do cliente da Oi, Rogério Takayanagi disse nessa quarta-feira (29), durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2022, que o processo de recuperação judicial da empresa, o maior da história do país, deve terminar em “poucas semanas”. O executivo ressaltou que a administradora da recuperação judicial, o escritório Wald Advogados, entregou o relatório final pedido pelo juiz do processo, contendo um quadro atualizado dos credores da companhia. O documento foi entregue na noite de segunda-feira (27), ao juiz Fernando Cesar Ferreira Viana, da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Agora, o processo passará pelos trâmites legais do TJ, até que o juiz se manifeste sobre o caso e elabore uma sentença. As demonstrações financeiras do primeiro trimestre da Oi não registraram nenhuma ressalva do auditor, mas o parecer da consultoria PwC manteve a incerteza da continuidade operacional da empresa por conta do processo de recuperação judicial, iniciado para reverter as condições que geravam prejuízo à operadora de telefonia. É cliente da Oi? Veja como a venda da empresa pode impactar sua vida Anatel autoriza venda da Oi Móvel para consórcio formado por Claro, Tim e Vivo Pedido de recuperação da Oi é o maior da história do Brasil; veja lista O prazo inicial para o fim da recuperação judicial era 4 de outubro de 2021, mas a Justiça prorrogou a conclusão para 31 de março de 2022. Nesta data, Vianna publicou despacho dando 60 dias para o administrador judicial apresentar novo quadro geral de credores, mostrando a situação atual dos acordos para pagamentos das dívidas da empresa. A Oi entrou em recuperação em 2016, com dívidas de R$ 65,4 bilhões. Em 2020, a Justiça aprovou a divisão dos ativos da companhia em cinco Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), colocadas à venda, entre elas o serviço de operação móvel. A conclusão de todo o processo é vista pela empresa como essencial para a reformulação e diminuição da complexidade da empresa, com foco na expansão da fibra e negócios digitais.

Ler Mais
Contas do governo registram rombo de R$ 39,4 bi em maio, mas saldo positivo melhora na parcial do ano

Números foram divulgados nesta quarta-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional. No acumulado do ano, superávit registrado foi o melhor para o período em nove anos. A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (29) que as contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 39,4 bilhões em maio. O déficit primário acontece quando a arrecadação com tributos fica abaixo dos gastos do governo (sem considerar o pagamento de juros da dívida pública). Quando as receitas superam as despesas, o resultado é de superávit primário. Esse foi o maior rombo nas contas do governo para meses de maio desde 2020, momento em que a pandemia da Covid-19 impactou fortemente o resultado e foi registrado um déficit de R$ 152,9 bilhões (valor corrigido pela inflação). A série histórica do Tesouro tem início em 1997. No mesmo mês do ano passado, segundo o Tesouro, as contas do governo registraram resultado negativo de R$ 23,4 bilhões (valor também atualizado pelo IPCA). O déficit nas contas do governo em maio aconteceu apesar da boa arrecadação de tributos, que somou R$ 165 bilhões no maior valor para o mês em 28 anos. Décimo terceiro de aposentados De acordo com o Tesouro Nacional, o resultado de maio sofre influência, entre outros fatores, do aumento de R$ 20,7 bilhões no pagamento de benefícios previdenciários, explicado pela antecipação em um mês do calendário de pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas em 2022. Em 2021, de acordo com a instituição, houve pagamento de R$ 6,5 bilhões, R$ 28 bilhões e R$ 21,6 bilhões em maio, junho e julho, respectivamente, no décimo terceiro de aposentados. Em 2022, os valores começaram a ser pagos em abril, e somaram R$ 6,4 bilhões naquele mês, e R$ 28,2 bilhões em abril e maio. Parcial do ano e meta fiscal Ainda segundo o Tesouro Nacional, no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram superávit primário de R$ 39,2 bilhões. Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo de janeiro a maio somou R$ 41,8 bilhões. Este foi o maior resultado para este período 2013, quando houve superávit de R$ 54,9 bilhões. No mesmo período do ano passado, foi registrado resultado positivo de R$ 23,4 bilhões (valor corrigido pela inflação). Para o ano de 2022, o governo está autorizado a registrar déficit primário de até R$ 170,5 bilhões, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Receitas e despesas De acordo com o Tesouro Nacional, as receitas líquidas, ou seja, após as transferências aos estados e municípios, somaram R$ 748,4 bilhões nos cinco primeiros meses deste ano, com alta real de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, ainda de acordo com números oficiais, as despesas totais somaram R$ 709,2 bilhões no mesmo período, com crescimento de 5,9% contra janeiro a maio de 2021. Do lado das despesas, as principais variações foram: Aumento nos pagamentos dos benefícios previdenciários (+R$ 27,2 bilhões), em razão da antecipação do calendário do 13º salário de aposentados e pensionistas; Alta nas despesas obrigatórias (+R$ 26,4 bilhões), com destaque para o aumento de R$ 25,4 bilhões no Bolsa Família e Auxílio Brasil; Crescimento no abono salarial e seguro-desemprego (+R$ 11,0 bilhões), explicados pela concentração do pagamento de Abono Salarial nos meses de fevereiro e março de 2022; Queda nas despesas de Pessoal e Encargos Sociais (-R$ 11,8 bilhões). Recuo nos créditos extraordinários (R$ 27,2 bilhões), em larga medida influenciado pelo menor pagamento de despesas associadas ao combate à Covid-19.

Ler Mais
TCU aprova com ressalvas pelo terceiro ano seguido contas do governo Bolsonaro

Ministros acompanharam voto do relator, Aroldo Cedraz. Concluída votação no tribunal sobre contas de 2021, parecer será enviado para o Congresso, ao qual cabe palavra final sobre o tema. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (29) com ressalvas as contas de 2021 do governo Jair Bolsonaro. A decisão foi unânime, e os ministros acompanharam o voto do relator, Aroldo Cedraz. O ministro seguiu o entendimento da área técnica do tribunal, segundo o qual houve distorções em informações prestadas pelo governo. Agora, com a aprovação das contas pelo TCU, o parecer será enviado ao Congresso Nacional, ao qual cabe a palavra final sobre o tema. Este é o terceiro ano seguido em que o TCU aprova com ressalvas as contas do governo Bolsonaro (leia detalhes mais abaixo). As ressalvas Os ministros concluíram que as impropriedades encontradas na prestação de contas não comprometeram o conjunto da execução orçamentária. Entre as irregularidades encontradas, estão: cancelamento de despesas obrigatórias (R$ 7,4 bilhões) para ampliação das emendas de relator, conhecidas como "orçamento secreto"; uso de R$ 12,2 bilhões de recursos vinculados à seguridade social (Previdência) na Educação, sendo R$ 9,6 bilhões para pagamento de servidores e empregados ativos que integram o quadro do Ministério da Educação. Ao final, o TCU emitiu recomendações e alertas ao governo para correção das impropriedades e irregularidades encontradas. Votos dos ministros Saiba como votaram os ministros do TCU: Aroldo Cedraz, relator do processo: apresentou parecer pela aprovação com ressalvas. Criticou a decisão de aumentar a verba das emendas de relator, conhecidas como "orçamento secreto", o que resultou, segundo o relator, na redução do orçamento da União destinado a pagar despesas obrigatórias (R$ 7,4 bilhões) e discricionárias (custeio e investimento da máquina pública). Também criticou a falta de critérios objetivos para distribuição dessas emendas. E criticou a destinação, reincidente, de R$ 12,2 bilhões da Previdência para custear ações da educação. Walton Alencar Rodrigues: Destacou a melhora do resultado das contas do governo, mas se disse preocupado com o crescimento das despesas com a Previdência dos servidores públicos federais, com o regime geral de Previdência Social e com o sistema de proteção (aposentadoria) dos militares. O crescimento dessas despesas, segundo o ministro, compromete a capacidade de investimento público e a própria sustentabilidade dos regimes. Benjamin Zymler: Destacou a melhora das contas do governo e a queda da renda per capita da população brasileira. Também fez críticas às métricas adotadas pelo governo para acompanhamento de políticas públicas. Sobre as emendas de relator, disse que são "atípicas", mas que o tema está em análise no Supremo Tribunal Federal; Vital do Rêgo: Lamentou o aumento da pobreza. Afirmou que a melhora das contas públicas não se sustentará, pois foi influenciada pelo aumento do preço das commodities. Lamentou as mais de 600 mil mortes por Covid-19 e criticou a atuação do governo na pandemia. Disse que as ações adotadas eram antagônicas, custando vida e recursos públicos; Jorge Oliveira: Destacou que o país destinou quase R$ 800 bilhões entre 2020 e 2021 para enfrentamento da pandemia e suas consequências econômicas, sem desrespeito às regras fiscais. Reconheceu que parcela importante da população perdeu renda, o que exigirá atuação do governo. Antônio Anastasia: Criticou o não atendimento dos critérios legais para concessão ou ampliação de benefícios tributários. Augusto Sherman (substituto): Elogiou as ações emergenciais adotadas pelo governo durante a pandemia, como o Auxílio Brasil e a destinação de recursos a estados e municípios. Disse que espera que as ações do governo se intensifiquem, especialmente às destinadas ao mercado de trabalho. Marcos Bemquerer (substituto): Também criticou o não atendimento de requisitos legais para concessão ou ampliação de benefícios tributários e demonstrou preocupação com o aumento da renúncia de receita. Os ministros titulares Augusto Nardes e Bruno Dantas não votaram porque não participaram da sessão. Terceiro ano com ressalvas Este é o terceiro ano seguido em que o TCU aprova com ressalvas as contas do governo Bolsonaro. Isso porque: Em 2019: o TCU aprovou as contas do governo com 14 ressalvas (sete irregularidades; seis impropriedades; e uma distorção de valor). Em 2020: O TCU aprovou as contas do governo com 28 ressalvas (duas irregularidades; três impropriedades; e 23 distorções). Como funciona O TCU faz anualmente uma análise técnico-jurídica das contas do presidente da República e verifica se foram respeitadas, nos gastos públicos, as principais regras fiscais e orçamentárias, como o teto de gastos e a aplicação mínima constitucional de recursos na saúde e educação. O tribunal também analisa a execução das emendas parlamentares, as despesas com pessoal e Previdência Social, as informações sobre as empresas estatais federais e as metas e prioridades do governo, entre outros itens. Ao final, o TCU emite um relatório e parecer prévio com as conclusões e encaminha os documentos ao Congresso Nacional para que faça o julgamento final das contas do presidente.

Ler Mais
Veja a trajetória de Pedro Guimarães, presidente da Caixa com o cargo ameaçado após denúncias de assédio sexual


Acusações de funcionárias do banco que se tornaram públicas nesta terça detalham abordagens de Guimarães. Ele é um dos integrantes da equipe econômica mais próximos do presidente Jair Bolsonaro. Quem é Pedro Guimarães, acusado de assédio sexual na Caixa Atingido por denúncias de assédio sexual contra funcionárias, o presidente da Caixa Econômica Federal , Pedro Guimarães, é um dos poucos nomes ainda na equipe econômica desde o início do governo Jair Bolsonaro. Guimarães chegou ao governo por ser próximo tanto de Bolsonaro como do ministro da Economia, Paulo Guedes. Antes de aceitar o cargo, era um dos sócios do banco de investimentos Brasil Plural. Também entrou na administração Bolsonaro creditado por ter um perfil liberal. Assessorou, por exemplo, a privatização do Banespa, antigo banco estadual do estado de São Paulo. Antes da campanha presidencial de 2018, ficou próximo de Bolsonaro ao levá-lo para um giro pelos Estados Unidos para conversas com investidores estrangeiros em outubro de 2017 e por ser um dos primeiros integrantes do mercado financeiro a apostar na candidatura do então deputado federal, como mostrou o blog da Julia Duailibi. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e o presidente Jair Bolsonaro em imagem de maio de 2019 Isac Nóbrega/PR Guimarães também trabalhou com Paulo Guedes no banco BTG Pactual no período em que o ministro da Economia era sócio da instituição. Na administração Bolsonaro, Guimarães ganhou destaque durante a pandemia do coronavírus. A Caixa Econômica Federal teve papel relevante na execução do Auxílio Emergencial, e, mais recentemente, no pagamento do Auxílio Brasil — programa social que substituiu o Bolsa Família. Em um dos momentos mais controversos da sua administração, Guimarães colocou funcionários do banco para fazer flexões durante um evento de fim de ano da instituição em um hotel em Atibaia, no interior de São Paulo (veja o vídeo abaixo). Presidente da Caixa coloca funcionários para fazer flexões em evento em Atibaia, SP As imagens viralizaram na internet, geraram repercussão negativa e provocaram reação de entidades de classe, como o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que classificou a prática como assédio moral. Em outra polêmica, a Procuradoria da República no Distrito Federal decidiu investigar Guimarães por suposta pressão política sobre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em agosto do ano passado, a federação elaborou um texto com demais entidades de classe em que pedia "harmonia e colaboração" entre os poderes da República. Antes de o manifesto ter sido divulgado, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil ameaçaram sair da Febraban, porque viram no texto um ataque político à gestão do presidente Jair Bolsonaro. À época, o procurador Anselmo Cordeiro citou reportagens segundo as quais o movimento dos dois bancos públicos foi coordenado por Guimarães. Investigação Fontes do Planalto já confirmam queda de Pedro Guimarães Denúncias de funcionárias embasaram uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a conduta de Guimarães. Desde esta terça (28), sob a condição de anonimato, se tornaram públicos relatos de funcionárias contando ações de Guimarães contra elas. Elas contam, por exemplo, que o agora ex-presidente da Caixa as chamava para o quarto dele em hotéis durante viagens oficiais, pedindo remédios ou carregador de celular. Quando elas chegava, ele as recebia com trajes inadequados. As funcionárias relatam também abraços forçados, em que ele passava a mão por partes íntimas delas (veja mais abaixo as falas das mulheres assediadas). Relatos de assédio A TV Globo falou com algumas funcionárias que relataram episódios de assédio que sofreram de Guimarães. "Eu considero um assédio. Foi em mais de uma ocasião. Ele tem por hábito chamar grupo de empregados para jantar com ele. Ele paga vinho para esses empregados. Não me senti confortável, mas, ao mesmo tempo, não me senti na condição de me negar a aceitar uma taça de vinho. E depois disso ele pediu que eu levasse até o quarto dele à noite um carregador de celular e ele estava com as vestes inadequadas, estava vestido de uma maneira muito informal de cueca samba canção. Quando cheguei pra entregar, ele deu um passo para trás me convidando para entrar no quarto. Eu me senti muito invadida, muito desrespeitada como mulher e como alguém que estava ali para fazer um trabalho. Já tinha falado que não era apropriado me chamar para ir ao quarto dele tão tarde e ainda me receber daquela forma. Me senti humilhada". Outra funcionária afirmou que, às vezes, o constrangimento era feito na frente de outros colegas: "Por exemplo, pedir para abraçar, pegar no pescoço, pegar na cintura, no quadril. Isso acontecia na frente de outras pessoas. E, às vezes, essas promessas eram no pé de ouvido e na frente de outras pessoas, mas de forma com que outras pessoas não ouvissem." Segundo ela, o assédio também ocorria nas viagens que o presidente da Caixa faz pelo país. "Comigo foi em viagem, nessas abordagens que ele faz pedindo, perguntando se confia, se é legal. Abraços mais fortes, me abraça direito e nesses abraços o braço escapava e tocava no seio, nas partes íntimas atrás, era dessa forma." Outra funcionária afirma que o presidente da Caixa era insistente. "Eu só fingi que estava bebendo o vinho e tudo e aí ele ele começou a fazer umas brincadeiras. Aí na hora de pagar a conta pediu um abraço. Aí falou: 'Ah'. Eu tentei manter a distância. 'Ah, um abraço maior'. Eu fiquei muito sem graça, que eu já vi que ele já, né? A gente já sabe da fama. Eu sabia da fama dele já, então eu me reservei o máximo possível. E aí ele: 'não, mas abraça direito. Abraça direito, porque é... você não gosta de mim'. Aí na hora que ele, na terceira vez que ele fez eu abraçar ele, ele passou a mão na minha bunda." "E aí. Fora assim, várias fotos. Ele, toda vez que vai tirar foto pega na cintura da gente com uma intimidade que não existe e isso deixa a gente muito constrangida. É muito sem graça assim. Eu me sinto meio violentada mesmo, quando ele tem esse tipo de atitudes, sabe?" Algumas dessas mulheres dizem que simplesmente desistiram de usar o canal de denúncias oferecido pela Caixa. Elas afirmam que souberam de outros casos que não teriam sido levados adiante e contam que as vítimas até sofreram retaliações. 'É crime. Não basta demitir Pedro Guimarães', diz Miriam Leitão sobre denúncias de assédio contra o presidente da Caixa Os números da gestão Um dos motores da Caixa Econômica Federal na gestão Guimarães tem sido o crédito imobiliário — nos últimos três anos, alcançou R$ 400 bilhões. Só no primeiro trimestre deste ano a contratação somou R$ 34,4 bilhões, aumento de 17,8% em relação aos três primeiros meses de 2021. Também neste primeiro trimestre, o banco reportou lucro líquido contábil consolidado de R$ 2,5 bilhões, o que representa uma queda de 44,5% na comparação com os três primeiros meses do ano passado, quando chegou a R$ 4,6 bilhões.

Ler Mais
Quase um terço dos brasileiros tem menos de meio salário mínimo para passar o mês, aponta FGV

Segundo a fundação, quase 63 milhões de brasileiros tinham renda domiciliar per capita de R$ 497 mensais em 2021. O que é insegurança alimentar Quase um terço dos brasileiros tem menos de meio salário mínimo para passar o mês. É o que aponta o Mapa da Nova Pobreza, divulgado nesta quarta-feira (29) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a fundação, o contingente de pessoas com renda domiciliar per capita até R$ 497 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país. O dado corresponde a 9,6 milhões a mais que 2019 — o número de novos pobres surgidos ao longo da pandemia é quase o tamanho de Portugal. “A pobreza nunca esteve tão alta no Brasil quanto em 2021, desde o começo da série histórica da PNADC [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua] em 2012, perfazendo uma década perdida”, explica o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social. Fome atinge 2,7 milhões no RJ; mais da metade dos fluminenses tem algum tipo de restrição alimentar Fome no Brasil: número de brasileiros sem ter o que comer quase dobra em 2 anos de pandemia Mapa da fome: 'Eu não desejo para ninguém sentir frio e fome', diz mulher desempregada no Centro do Rio Por unidade da federação, Santa Catarina (10,16%) apresenta a menor taxa de pobreza em 2021. Já Maranhão (57,90%) tem a maior proporção de pobres. A mudança da pobreza de 2019 a 2021 por unidade da federação em pontos percentuais na pandemia revela que o maior aumento se deu em Pernambuco (8,14 pontos percentuais), e as únicas quedas de pobreza no período foram observadas em Tocantins (0,95 pontos percentuais) e Piauí (0,03 pontos percentuais). O objetivo do levantamento, segundo a FGV, é avaliar a evolução espacial da pobreza nos últimos anos. A metodologia da pesquisa considerou os dados microdados da PNAD Contínua Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além dos dados por unidade da federação, também estão disponíveis resultados por extratos socioeconômicos. Acesse aqui para consultar o Mapa da Nova Pobreza.

Ler Mais